GTIN (Global Trade Item Number) é o número que identifica um item comercial no mundo todo, emitido pela empresa dona do produto como associada da GS1. O EAN-13, impresso no código de barras da maioria dos produtos vendidos no Brasil, é o GTIN de 13 dígitos. Google e marketplaces usam o código para saber que produto está sendo vendido.
Poucos campos do cadastro geram tanta pendência quanto o GTIN. O anúncio volta do marketplace, o Google aponta "identificador ausente", e alguém descobre que metade das variações de cor herdou o código do produto principal. A correção costuma ser manual, um SKU por vez, e só começa depois que a venda já parou.
Vale entender o que é esse código, por que os canais insistem nele e quais casos dão trabalho.
Qual a diferença entre GTIN e EAN?
GTIN é o nome da família inteira de códigos, e o EAN-13 é a versão de 13 dígitos dessa família. Existem também versões de 8, 12 e 14 dígitos para outros usos.
No Brasil, quem emite os prefixos de empresa é a GS1 Brasil. O fabricante licencia um prefixo e gera os códigos dos próprios produtos a partir dele. Por isso o código pertence ao produto, e não à loja: duas lojas vendendo a mesma panela usam o mesmo GTIN. A página do código GTIN da GS1 Brasil explica que a GS1 Brasil é a única entidade autorizada a emitir GTIN e que as barras são a representação gráfica desse número.
Por que o canal pede o código
Para um buscador ou marketplace, o GTIN responde à pergunta "que produto é este?" sem depender de como cada loja escreveu o título. Com ele, o canal agrupa ofertas do mesmo item, mostra a ficha certa e compara preços. Sem ele, o canal precisa adivinhar, e em muitas categorias simplesmente recusa o anúncio ou o mostra menos.
Por isso, quando o produto tem GTIN, ele deve estar no cadastro, no campo próprio, e não perdido na descrição.
Os casos que dão trabalho
- Variação com o código do pai. Cada cor, tamanho ou voltagem vendida separadamente é um item diferente e tem GTIN próprio. Copiar o código do produto principal para as variações é uma das causas mais comuns de anúncio recusado ou ofertas misturadas.
- Kit montado pela loja. Um kit que a loja monta não é o mesmo item que o produto vendido sozinho. No Google, a regra para esse caso é informar o GTIN do produto principal do kit e marcar o item como kit (o atributo
is_bundle); nos marketplaces, a regra de cada um vale e está na central de ajuda deles. - Produto sem código. Peça artesanal, produto de marca própria ainda sem prefixo, peça de reposição. Os canais costumam ter um caminho para esses casos, geralmente informando marca e código do fabricante. O erro é inventar um número: código que não corresponde ao item é pior do que código ausente.
- Dígito verificador errado. O último dígito do EAN-13 é calculado a partir dos outros doze. Um erro de digitação gera um código inválido que o canal recusa na hora, e isso dá para pegar antes de enviar.
A regra do atributo GTIN no Google Merchant Center confirma dois desses pontos: cada variante, de cor ou de tamanho, tem o próprio GTIN, e o valor não deve ser adivinhado nem inventado. Para o produto sem código, a página do Google sobre identificadores exclusivos orienta a usar marca e MPN. Quando o código já causou a recusa, o post sobre produto reprovado no Merchant Center mostra como atacar cada causa.
Valide antes do envio
O jeito mais barato de lidar com GTIN é verificar no cadastro, e não descobrir pela reprovação. Três checagens resolvem a maior parte: o campo está preenchido nos produtos que deveriam ter código, o dígito verificador confere, e nenhuma variação repete o código de outra.
Feito em lote, isso transforma uma tarefa de semanas numa lista de pendências com nome e SKU. Essas checagens cabem no roteiro de padronização do cadastro de produtos.
O GTIN no AdCore Turbo
No AdCore Turbo, a checagem do GTIN acontece no cadastro. Na ficha do produto, cada SKU mostra com que código de barras chega à loja VTEX: o próprio, o herdado do modelo, o que falha no dígito verificador (esse não é enviado) e o que não dá para atribuir a uma variação. O problema fica visível por SKU; a correção é da sua equipe, no cadastro. O passo a passo dos feeds está na página de gestão de feeds, e o cadastro, na página do PIM.
O que vale acompanhar é o número de itens com pendência de identificador no painel de cada canal. Para os outros campos que o Google lê, veja o post sobre feed de produtos para o Google.