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Integração XML da VTEX com o Google Shopping: manter, trocar pelo conector ou usar um gestor de feed

Integração XML da VTEX com o Google Shopping: como o XML funciona, o que a VTEX recomenda no lugar e quando um gestor de feed resolve o catálogo grande.

A integração XML da VTEX gera um arquivo com os produtos de uma coleção da loja, que vai ao Google Merchant Center para anunciar no Google Shopping. O caminho funciona, mas a própria VTEX recomenda o conector nativo do Google Shopping como escolha padrão e desaconselha usar o XML e o conector ao mesmo tempo.

Quem mexe nesse XML quase sempre chegou por um de três caminhos: produtos reprovados por preço ou disponibilidade, um catálogo grande demais para conferir à mão, ou a decisão de trocar de ferramenta. A pergunta por trás dos três é a mesma: de onde o Merchant Center está lendo o dado e com quanto atraso.

O que é a integração XML da VTEX?

O XML é configurado no Admin, em Configurações da loja, Canais, Integração XML, pelo botão Novo XML. Para o Google Shopping, a VTEX orienta escolher o tipo XML Livre (padrão), apontar uma coleção de produtos e marcar a opção de exibir o produto com os dados do SKU padrão. Ao salvar, o link do XML é gerado automaticamente.

O lojista define bastante coisa: que coleção entra, a moeda, o formato do preço, se os SKUs indisponíveis aparecem e o nome de cada tag que o banco de dados da VTEX vai preencher. A loja monta a estrutura; o Google lê o que estiver ali.

A página da VTEX sobre o XML do Google Shopping traz dois avisos: ela descreve um modelo de especificações do Google de 2013, que o Google pode ter mudado desde então, e anuncia uma integração mais nova, feita por API.

O que costuma dar errado no XML?

Para cada problema abaixo, um ponto a conferir antes de mexer no arquivo:

  • Preço e disponibilidade fora de sincronia. A especificação de dados de produto do Google pede que preço e disponibilidade sejam iguais aos da página de destino e da finalização da compra. No XML, uma alteração leva em média duas horas para aparecer, segundo a VTEX, e o Merchant Center busca o arquivo a cada 24 horas por padrão. O que conferir: a programação de leitura do arquivo, que pode ser ajustada, e as promoções que duram menos que esse intervalo.
  • Itens que somem do arquivo. Com a opção de exibir SKUs indisponíveis desmarcada, produtos esgotados ficam fora do XML, e produtos inativos nunca entram. O que conferir: essa opção no XML e o status do produto na loja.
  • Vestuário e acessórios. O Google pede gênero e faixa etária para esses produtos, e a VTEX orienta tratar isso criando especificações de produto. O que conferir: se a categoria tem essas especificações preenchidas.
  • Formato do preço. A VTEX mantém publicada uma página de problema conhecido sobre o preço com vírgula no XML. O que conferir: como o seu arquivo escreve o preço.

Quando o item já foi reprovado, o post sobre produto reprovado no Merchant Center mostra como tratar as causas que mais se repetem.

XML ou conector: o que a VTEX recomenda?

No guia de integração com o Google Shopping, a VTEX diz que o conector desenvolvido por ela deve ser a escolha padrão, por eficiência e segurança. O conector é ligado no módulo Marketplace com o Merchant Id da conta e uma política comercial, que define o sortimento e os valores enviados.

Lado a lado, com os prazos que a VTEX e o Google publicam:

  • XML da loja. Configurado em Integração XML. Uma alteração leva em média duas horas para chegar ao arquivo, e o Merchant Center lê o arquivo a cada 24 horas por padrão.
  • Conector da VTEX. Ligado no módulo Marketplace. Pela documentação de envio de produtos, uma alteração já processada pode levar até 30 minutos para chegar ao feed, e o conector reenvia os produtos a cada 29 dias, antes do prazo de 30 dias em que o Google expira o item não atualizado.
  • Gestor de feed. Fica fora da loja, e o prazo depende de como a ferramenta publica.

A VTEX desaconselha usar o XML do Google Shopping e o conector ao mesmo tempo, porque isso gera conflitos e divergência de informações. Na migração, planeje a troca para que o mesmo item não fique com as duas origens ativas ao mesmo tempo.

Quando manter, trocar ou usar um gestor de feed

Manter o XML faz sentido enquanto o catálogo é pequeno, o Google é o único destino e preço e estoque mudam devagar o suficiente para caber no intervalo entre as leituras. Trocar pelo conector é o passo natural quando promoções e estoque mudam no mesmo dia, e é o que a VTEX recomenda por padrão.

O XML e o conector levam ao Google o que está na loja. Um gestor de feed, ou um PIM com feeds, entra quando o problema está antes da loja:

  • O dado não nasce completo na VTEX. Ficha técnica que chega em planilha, foto em pasta, atributo que só existe no fabricante.
  • Mais de um canal lê o mesmo catálogo. Google, Meta, comparadores de preço e marketplaces pedem campos e formatos diferentes.
  • O feed precisa de regra. Enviar a um canal só uma marca, uma categoria ou uma faixa de preço.

Três caminhos do catálogo ao Merchant Center: XML da loja, conector da VTEX e cadastro central com envio por API

Se um gestor de feed passa a enviar o item ao Merchant Center, tire esse item do XML e do conector. O Google não separa produtos por fonte de dados: com o mesmo ID e o mesmo rótulo de feed, um envio substitui o outro, e fica difícil saber de qual origem vem o dado que está no ar. Os campos que mais pesam nesse envio estão no post sobre feed de produtos para o Google.

Onde o AdCore Turbo entra

O AdCore Turbo reúne PIM, DAM e feeds por canal. Ele trabalha um passo antes, no cadastro, e não altera o XML da VTEX. Para os itens que ele publica no Google, ele passa a ser a origem no Merchant Center, no lugar do XML ou do conector. O cadastro fica no PIM, e dele saem a publicação no Google Merchant Center pela Merchant API e a publicação no catálogo da loja VTEX. O catálogo entra no PIM por planilha CSV.

No caminho dos feeds, o Feed Health aponta no SKU o campo obrigatório que falta, como título, descrição, link, imagem ou preço, e dá uma nota de 0 a 100 por feed. A correção é feita uma vez, no cadastro, e cada publicação seguinte, na loja ou num canal, já sai com o dado corrigido. As regras de gestão de feeds escolhem quais produtos vão para cada canal, por marca, categoria ou preço.

Ele ajuda quando o problema é campo faltando ou cadastro espalhado. Divergência de preço por promoção é outro assunto: o preço que vai ao Google é o do cadastro, então uma promoção criada só na loja precisa chegar também ao cadastro antes da próxima publicação. O que deixar pronto antes de publicar na VTEX está no post sobre cadastro de produtos na VTEX.

Perguntas frequentes

Onde fica a integração XML na VTEX?

No Admin da VTEX, em Configurações da loja, Canais, Integração XML, pelo botão Novo XML. Para o Google Shopping, a VTEX orienta escolher o tipo XML Livre (padrão), apontar uma coleção de produtos e salvar. O link do XML é gerado automaticamente com o domínio cadastrado para a loja.

Posso usar o XML e o conector do Google Shopping ao mesmo tempo?

A VTEX desaconselha. Segundo a ajuda da VTEX, rodar a configuração XML do Google Shopping e o conector nativo juntos causa conflitos e divergência de informações. Escolha uma origem para cada item: se o conector assumir o catálogo, pare de enviar o XML do Google ao Merchant Center.

De quanto em quanto tempo o Google lê o XML da loja?

Quando o arquivo é adicionado por link, o Merchant Center o busca a cada 24 horas por padrão, e a programação pode ser ajustada. Do lado da VTEX, alterações levam em média duas horas para aparecer no XML. O produto que não é atualizado em 30 dias expira na conta do Merchant Center.

Por que o produto do XML é reprovado por preço?

O Google pede que preço e disponibilidade enviados sejam iguais aos da página de destino e da finalização da compra. Uma promoção ativada na loja que ainda não chegou ao arquivo basta para causar a divergência. Vale conferir também o formato do preço no XML, assunto de uma página de problema conhecido que a VTEX mantém publicada.

Vale trocar o XML da VTEX por um gestor de feed?

Vale quando o problema está antes da loja: dado que chega incompleto, vários canais lendo o mesmo catálogo ou necessidade de regra para escolher o que vai a cada canal. Se o cadastro da loja já está completo e o Google é o único destino, o conector da VTEX costuma bastar. Em qualquer caso, cada item deve ter uma única origem no Merchant Center.

Integração XML da VTEX no Google Shopping: manter ou trocar?