Feed de produtos é o arquivo, ou o envio por API, que leva o catálogo da empresa a um canal de venda ou de anúncio, como o Google, a Meta ou um marketplace. Cada canal pede campos, categorias e regras próprias, e o trabalho de um gestor de feeds é traduzir o mesmo cadastro para cada destino.
Quando alguém diz "a gente publica em vários canais", a imagem que vem à cabeça costuma ser simples: pega o catálogo, exporta, sobe. Se fosse assim, feed management não seria uma disciplina.
Na prática, o mesmo produto precisa virar coisas diferentes para destinos diferentes, e cada destino tem opinião forte sobre o formato.
Cada canal fala uma língua
O Google Shopping quer GTIN, uma taxonomia própria de categorias e regras sobre o que pode aparecer no título. Um marketplace quer o mapeamento para a árvore de categorias dele, que não se parece com a sua. Um canal de mídia paga quer a imagem sem texto sobreposto. Um comparador recusa o produto se faltar o campo de marca.
Os contratos são públicos. A especificação de dados de produto do Google marca quais campos são obrigatórios, e a referência de catálogo da Meta marca cada atributo como obrigatório ou recomendado. A taxonomia de produtos do Google é a árvore de categorias que o próprio Google mantém.
Multiplique isso pelos destinos em que você vende e o problema fica claro: o que você tem é um catálogo e várias projeções dele, uma por canal, cada uma obedecendo a um contrato diferente.
O que faz um gestor de feeds?
Um bom gestor de feeds trabalha nessa camada de transformação. A partir do cadastro, ele:
- Mapeia categorias. Traduz a sua árvore para a árvore de cada canal uma vez e reusa o mapa.
- Aplica regras por destino. Escolhe o que entra em cada canal, com o preço daquele canal, e respeita o que cada canal aceita em cada campo.
- Aponta o erro antes de enviar. Um produto com campo obrigatório faltando aparece com o motivo no seu painel, em vez de ser recusado sem explicação lá na ponta.
A diferença entre isso e exportar uma planilha é a diferença entre uma operação que cresce e uma que quebra no quinto canal.
Completude como hábito
O erro clássico é tratar a qualidade do dado como algo que se mede depois. O produto sobe, o canal reclama, alguém corrige. O caminho mais barato é olhar a completude antes: o produto que ainda não tem o que o canal pede espera no seu sistema, no seu tempo, e não no e-mail de reprovação do marketplace.
Essa completude depende de um cadastro organizado num lugar só, assunto do post sobre o hub de dados de produto. A imagem que cada canal pede sai do mesmo cadastro quando a foto mora junto do produto, como mostra o post sobre PIM e DAM juntos.
Como o AdCore Turbo faz isso
O AdCore Turbo publica hoje em canais como o Google (pela Merchant API), Meta, TikTok, Pinterest, Criteo e Mercado Livre, com preço e regra por canal. Antes de publicar, o Feed Health aponta no SKU o campo obrigatório que falta para o canal, como título, descrição, link, imagem ou preço, e dá uma nota de 0 a 100 por feed; quem corrige é a sua equipe, no cadastro. A lista completa está na página de integrações, e o funcionamento dos feeds na página de gestão de feeds.
Um catálogo bem-feito não deveria virar cinquenta trabalhos de cadastro. Deveria virar um só, projetado em cada lugar onde você vende.