Fotos de produtos para e-commerce funcionam melhor em duas camadas: um arquivo-mãe de alta qualidade para cada foto, ligado ao SKU, e as versões que cada canal pede, geradas a partir dele. A foto principal mostra o produto sozinho, sem texto por cima, e cada variação de cor ou de modelo tem as próprias imagens.
A foto nova do produto chega da agência num arquivo enorme. Alguém recorta um quadrado para a loja, outra pessoa exporta uma versão menor para o catálogo de anúncios, uma terceira faz um retrato vertical para o Pinterest. Três semanas depois a embalagem muda, a foto é refeita, e ninguém lembra quantas versões existiam nem onde cada uma foi parar.
O resultado aparece no anúncio: o produto novo com a foto antiga num canal, a imagem esticada em outro, uma recusa por tamanho num terceiro.
Pense em arquivo-mãe e versões
Na prática, a organização que evita esse vaivém fica assim:
- O arquivo-mãe. A imagem de maior qualidade de cada foto do produto, guardada uma vez e ligada ao SKU a que pertence.
- As versões. Os recortes e tamanhos que os canais usam, gerados a partir do arquivo-mãe.
A regra é que ninguém edita a versão. Se a foto muda, muda o arquivo-mãe, e as versões são refeitas a partir dele. Assim não existe a pergunta "qual destas é a atual?".
Que tamanho de foto cada canal pede?
Os canais diferem em proporção (quadrada, vertical), em tamanho mínimo, em fundo e em regras sobre texto, borda ou logotipo aplicado sobre a foto. As regras mudam com o tempo e cada canal publica as suas na própria central de ajuda, então vale manter uma tabela interna com o link da regra oficial de cada canal e revisá-la de tempos em tempos, em vez de confiar num número que alguém anotou anos atrás.
Dois exemplos de onde a regra mora: a regra de imagem do Google Merchant Center pede que a imagem principal mostre claramente o item exato à venda, sem elementos promocionais sobre a foto, e uma imagem exclusiva para cada variante; a referência de catálogo da Meta traz o tamanho mínimo e os formatos aceitos para a imagem do catálogo.
Algumas práticas valem em quase todo canal:
- Fundo neutro na foto principal. A primeira imagem mostra o produto, sem montagem nem texto.
- Produto ocupando a maior parte do quadro. Fundo demais em volta faz o produto parecer pequeno na vitrine.
- Uma foto por variação. A geladeira inox e a branca têm fotos próprias, ligadas ao SKU de cada cor.
- Nome de arquivo que diz o que é. Código do produto e ordem da foto no nome evitam a busca por "IMG_4821_final2.jpg".
O que o Google lê na imagem, junto com os outros campos, está no post sobre feed de produtos para o Google.
Ligue a foto ao SKU
Na maior parte das vezes, foto errada no anúncio é problema de vínculo. Quando a foto mora numa pasta compartilhada e o cadastro mora em outro sistema, alguém precisa lembrar qual arquivo vai com qual variação. Quando a foto é um atributo do próprio SKU, essa pergunta deixa de existir.
Ligar a imagem ao produto também permite cobrar a foto como parte do cadastro: um produto sem imagem aparece como incompleto antes de alguém tentar publicar. A VTEX faz essa cobrança na própria loja: o guia de SKUs da VTEX pede pelo menos uma imagem associada ao SKU (mais no post sobre cadastro de produtos na VTEX). Por que dado e foto rendem mais no mesmo lugar é o assunto de PIM e DAM juntos.
As fotos no DAM do AdCore Turbo
No DAM do AdCore Turbo, a foto é um atributo do SKU, e a completude do produto cobra a imagem. A partir da imagem principal, o sistema gera versões no tamanho de cinco canais (Google, Meta, TikTok, Pinterest e Criteo), e trocar a imagem principal refaz essas versões. Cada substituição fica registrada numa trilha de auditoria, e manuais em PDF ficam no próprio SKU, com busca pelo texto.

O efeito na rotina é deixar de recortar a mesma foto várias vezes e de procurar a versão certa em pastas. Para ver como isso funciona com o seu catálogo, fale com a gente.